Expressões anteriores
http://www.clt.be/taaltip/taaltippo.htm
- Atirar dinheiro pela janela fora / Atirar dinheiro para a rua : desperdiçar dinheiro.
- Dar dois dedos de conversa: conversar um pouco.
- Perder o fio : desorientar-se; esquecer-se do que se tem para dizer.
- Pôr o dedo na chaga (ferida) : mostrar o que está mal ou errado; apontar o ponto fraco.
- Uma andorinha não faz o Verão : nada se pode concluir apenas através de um só exemplo.
- Apanhar um duche de água fria : sofrer uma desilusão
- Beco sem saída : situação sem resolução
- Em carne e osso : em pessoa.
- Ficar na mesma : não evoluir, não melhorar.
- Ter para os seus alfinetes : hoje generalizada com a equivalência de "ter dinheiro para viver", nem sempre a frase teve um sentido tão lato. Em outros tempos, os alfinetes eram objecto de adorno das mulheres e daí que, então, a frase significasse o dinheiro poupado para a sua compra. Porque os alfinetes eram produto caro. Os anos passaram e eles tornaram-se utensílios, já não apenas de enfeite, mas utilitários e acessíveis.
- Estar no papo : vencer; ganhar; estar seguro, garantido, certo.
- Ter paciência de santo / chinês : ter muita paciência.
- Ser o prato forte : ser o assunto, o tema, a questão mais importante.
- Trocar por miúdos : explicar de forma clara.
- Isso é que é falar ! : aplauso a alguém que está a falar acertadamente.
- Ter os nervos à flor da pele : diz-se de pessoa que se enerva muito facilmente; pessoa incontrolada.
- Gostos não se discutem : diz-se porque cada um tem os seus gostos conforme a educação, temperamento; habilitações literárias e artísticas e o meio em que vive.
- Dar pontapés na gramática : diz-se quando há erros de dicção ou na construção das frases.
- Dar o último retoque : ultimar uma obra.
- Passou-me de todo : esqueci-me completamente.
- Ficar em águas de bacalhau : ficar sem efeito.
- Fazer ouvidos de mercador : fingir que não ouve.
- Estar completamente na lua : estar distraído.
- Ler nas entrelinhas : subentender o que não é dito. Descobrir num texto ou numa fala aquilo que o seu autor deliberadamente escondeu.
- Parece que estou a falar para as paredes / para o boneco : parece que estou a falar em vão.
- Não tem pés nem cabeça : não faz sentido
- Voltando à vaca fria : voltando ao assunto.
- Não misturar alhos com bugalhos : não misturar ideias diferentes.
- Que remédio! : diz-se quando se tem de aceitar uma situação sem possibilidade de repúdio
- Pôr o carro adiante dos bois : precipitar-se ; avançar com um argumento cou uma situação antes de outro ou outra que os precede ; tomar uma deliberação sem ouvir quem lhe compete.
___________________________________________________________________
- Querer ser mais papista que o Papa : ser mais exigente ou ambicioso do que é normal
- Saltar à vista (aos olhos) : ser evidente.
- Pôr os pontos nos ii : falar ou expor sem subterfúgios, pôr tudo em pratos limpos, pôr as coisas a claro, esclarecer.
- Queres que te faça um desenho? : diz-se a alguém, ironica ou agastadamente, que não está a querer compreender um determinado pensamento.
- Queimar as pestanas : estudar muito ; trabalhar muito em escritas ou leituras. Usa-se ainda esta expressão, apesar de o facto real que a originou já não ser de uso. Foi, inicialmente, uma frase ligada aos estudantes, querendo significar aqueles que estudavam muito. E porque o faziam à luz de velas, ela contém a palavra « queimar », que, obviamente, já não é tão certeira desde o aparecimento da electricidade.
- Como peixe na água : à vontade; com gosto; com satisfação.
- Separar o trigo do joio : distinguir entre o bem e o mal, o bom e o mau.
- Ir de vento em popa : diz-se quando tudo corre bem, quando os negócios ou situações caminham no melhor dos sentidos.
- Defender-se com unhas e dentes : defender-se com toda a energia ou convicção.
- Dar luz verde: autorizar; permitir.
- Esfregar as mãos de contente : mostrar-se muito satisfeito com determinado resultado.
- Ser todo ouvidos : prestar muita atenção.
- De fio a pavio : de uma ponta a outra.
- O Velho do Restelo : personagem dos Lusíadas (canto IV) tomada, um tanto erroneamente, como o símbolo do pregador de desgraças, antiquado, ultrapassado, mas talvez representando também a voz do bom senso.
- Sem papas na língua : sem medo de afirmar o que se pensa.
- Camisa-de-vénus : preservativo masculino
- Estar na berlinda : estar em evidência, em foco.
- Amigo de Peniche : a "amigos" traiçoeiros, falsos ou hipócritas se costuma chamar "amigos de Peniche".
- Fila indiana : enfiada de pessoas ou coisas dispostas uma após outra. Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente.
- Ficar na gaveta : esquecer, pôr de lado.
- Dar o braço a torcer : arrepender-se, mudar de opinião; reconsiderar
- Foi sol de pouca dura : diz-se de coisa favorável que tem curta duração.
- Ser um bom garfo : ser grande comedor
- Mais vale ser do que parecer
- Quem vê caras, não vê corações
__________________________________________________________________________________________
TERMOS E EXPRESSÕES MUSICAIS:
http://www.meloteca.com/dicionario-musica.htm




Commentaires