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Samedi 8 décembre 2007
- Publié dans : Europe - Recommander

Lisbonne:
Europe et Afrique veulent parler d'égal à égal, 
même des sujets qui fâchent

http://www.french.xinhuanet.com/french/2007-12/09/content_540053.htm_____________________________________

L'Union européenne a rendez-vous ce samedi avec l'Afrique pour nouer un partenariat stratégique afin de rénover un modèle de coopération archaïque et tenter de contrer les coups de boutoir de la Chine.  

    http://www.lemonde.fr/web/depeches/0,14-0,39-33525823@7-37,0.html

  Les dirigeants de 53 pays africains et des 27 pays de l'UE se réunissent pour deux jours à Lisbonne au plus haut niveau, pour la première fois depuis leur rencontre du Caire en 2000.

 http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1313153     

   Ce n'est pas un sommet ordinaire, je le vois comme un nouveau départ dans les relations entre les deux continents", a déclaré le président de la Commission européenne, José Manuel Barroso. "Jusqu'à présent, nous avons eu une politique pour l'Afrique. Il nous faut une politique avec l'Afrique."

 http://sic.sapo.pt/online/noticias/mundo/20071207+Socrates+assegura+que+nao+ha+tabus.htm

 

 L'Union européenne reste le principal partenaire commercial de l'Afrique, avec des échanges cumulés de 215 milliards d'euros, largement en faveur des pays africains, dont les biens pénètrent presque sans droits sur le marché européen.

 L'Europe a fourni une aide au développement de 35 milliards d'euros en 2006 et 10 milliards d'euros supplémentaires devraient chaque année y être consacrés à partir de 2010

 Abertura oficial da cimeira UE-África      

 

 

   Sócrates:

“Esta é uma cimeira

entre iguais”    

 Na abertura oficial da cimeira UE-África, no Pavilhão Atlântico em Lisboa, o primeiro-ministro português, José Sócrates, sublinhou que esta é uma cimeira “entre iguais” e disse que este deve ser um encontro “com ambição” para conseguir uma estratégia conjunta entre os continentes europeu e africano.

Referindo-se a Portugal como “a ponte perfeita entre a Europa e África”, Sócrates salientou que esta é uma cimeira “entre iguais, entre Estados igualmente soberanos, na comum dignidade humana (...), onde não há culturas menores nem países superiores (...), iguais na responsabilidade política perante os povos e a história”.

A primeira cimeira UE-África realizou-se há sete anos, no Cairo. “Estes sete anos causaram um impasse que tem prejudicado a cooperação entre os dois continentes”.

Sócrates apelou aos esforços de todos para conseguir “uma estratégia conjunta” e garantir a sua implementação. Para isso, disse, “criaremos um novo mecanismo de acompanhamento”.

O primeiro-ministro salientou a necessidade e importância do plano de acção ”com medidas novas e concretas” que será apresentado em Lisboa, e que resultará de um “diálogo político assumido com maturidade e abertura. Sem tabus nem temas proibidos”.

Sócrates lembrou ainda os temas escolhidos para esta cimeira: paz e segurança – nomeadamente a questão dos refugiados e a tragédia de Darfur e Somália -; governação e direitos humanos; questões do desenvolvimento – nomeadamente o cumprimento dos objectivos do Milénio; combate às alterações climáticas e o desafio ambiental e as migrações. Este tema foi “onde mais se sentiu ausência de diálogo e cooperação nos últimos anos”, considerou Sócrates. “Não podemos ficar indiferentes ao drama de uma imigração desesperada”.

“Esta cimeira foi adiada tempo demais (...). Com os novos instrumentos políticos que esta cimeira inaugura, com o diálogo político que aqui reatamos poderemos alcançar melhores resultados na agenda comum”.

A sessão de abertura segue-se com as intervenções de mais seis líderes europeus e africanos.

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Accords de partenariat économique (APE):

http://www.lexpress.fr/info/infojour/reuters.asp?id=59712&1837

  C'est le 31 décembre qu'expire une dérogation de l'OMC concernant les préférences commerciales dont les Africains bénéficient sur le marché européen.

 José Manuel Barroso, président de la Commission européenne, a dit que Bruxelles ne cherchait à forcer la main aux pays africains sur le commerce. Mais il a noté que, s'il n'y avait plus d'accords intérimaires, "les accords préférentiels ne seront plus applicables à partir du 1er janvier 2008".

 L'UE est prête à poursuivre les discussions, a dit Barroso. "Nous disons qu'il faut nous doter d'accords intérimaires pour éviter de perturber le commerce."

 Une dizaine de pays africains ont récemment adhéré à des accords commerciaux intérimaires avec l'UE, mais la plupart des dirigeants africains font valoir la nécessité de délais plus importants pour préparer leurs économies fragiles à l'impact d'un arrêt des dispositions préférentielles.

 Angela Merkel a fait savoir que les dirigeants de l'UE s'entretiendraient du commerce avec l'Afrique lors du sommet européen prévu vendredi prochain.

 "Nous allons à nouveau voir si l'Europe peut se montrer plus souple", a-t-elle dit à la presse, ajoutant que la date du 31 décembre n'était pas gravée dans le marbre.

 Alpha Oumar Konaré, président de la Commission de l'Union africaine, a critiqué les accords intérimaires déjà signés.

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O Primeiro-ministro português e presidente em exercício da União Europeia (UE), José Sócrates, declarou este domingo que foram cumpridos “todos os grandes objectivos” definidos para a Cimeira UE/África, considerando ter-se tratado de um “acontecimento verdadeiramente extraordinário”, que marcou a história da relação entre os dois continentes.

 A II Cimeira UE-África terminou este domingo com palavras de grande optimismo por parte de José Sócrates. Para o presidente em exercício da União Europeia, todos os objectivos foram alcançados, razão pela qual considera que a Cimeira foi um sucesso.

«O que sai desta cimeira é uma parceira entre os dois continentes para um futuro melhor. Mas esta cimeira inaugura também uma nova era do diálogo politico cuja intensidade está bem expressa naquilo que foi o nível inédito de participação de chefes de estado e chefes de governo ao nível da cimeira», disse Sócrates no discurso de encerramento.

José Sócrates destacou também o facto de, nesta cimeira, ter sido dada voz não apenas a presidentes e chefes de governo mas também a presidentes das câmaras, cientistas, jovens e organizações não governamentais.

«Todos vieram aqui a Lisboa para dar uma mensagem muito simples: O diálogo político interrompido nestes últimos sete anos não fazia sentido e era altura de recomeçar. Foi isso que fizemos, e ao serviço dos povos da Europa e de africa», adiantou.

No seu discurso de encerramento da cimeira, Sócrates falou também dos temas que estiveram em discussão para dizer «esta cimeira deu voz a todos», sem tabus, e não teve «temas incómodos».

 


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