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Samedi 15 décembre 2007
- Publié dans : Développement Durable - Recommander

Accord minimum à Bali

2 ans pour préparer l'après Kyoto

http://www.knock-on-wood.net/article-14634196.html 

 

La Convention de Bali sur l’environnement s’achève sur un consensus un peu mou mais réel. Les Etats-Unis ont levé leurs objections et l’essentiel a été sauvé, ouvrant deux années de négociations mondiales avant le protocole d’action qui sera défini en 2009.  

 http://afp.google.com/article/ALeqM5hEs5JXUiS-29IDiErmm9X2VnklBg

 C’est l’histoire de la bouteille à moitié vide ou à moitié pleine. Après l’accord minimaliste obtenu par les quelque 190 nations réunies à Bali, on peut se sentir pessimiste sur l’avenir de la protection de l’environnement. Les engagements ne vont pas loin et le rapport du Giec (Groupe d’experts intergouvernemental sur l’évolution du climat) est déplacé en annexe, une position un peu humiliante pour une organisation récompensée par un prix Nobel de la Paix en même temps que Al Gore.

 Mais le compromis est bien là et les négociations internationales sont désormais lancées, qui aboutiront à Copenhague en 2009 à un protocole prenant la suite de celui de Kyoto, en vigueur jusqu’en 2012.   

 

 Cette fois, les Etats-Unis (qui avaient refusé Kyoto) seront de la partie. Les discussions ont été âpres et l’accord final a longtemps été menacé. Les Etats-Unis, le Canada et le Japon refusaient les engagements sur des objectifs chiffrés, acceptés par les Européens. Jusqu’au dernier moment (vendredi 14 décembre), la délégation américaine annonçait ne pas pouvoir signer le texte final.   

Les discussions auraient dû être closes ce vendredi soir mais elles se sont prolongées toute la nuit, jusqu'à samedi matin, épuisant ses participants. Dans la matinée, un délégué chinois accuse les responsables des négociations de laisser se dérouler des discussions parallèles.

A la tribune, Yvo de Boer, secrétaire exécutif de la Convention de Bali et donc directement visé, ne peut retenir ses larmes… Mais plus tard, Paula Dobriansky, responsable de la délégation des Etats-Unis, qui se retrouvent isolés dans leur refus, annonce finalement, sous les acclamations : « Nous allons avancer et nous associer au consensus ».

 http://www.futura-sciences.com/fr/sinformer/actualites/news/t/developpement-durable-1/d/accord-minimum-a-bali_13941/   

Un débat mondial désormais inévitable   

Certes, il n’y aura pas d’objectifs chiffrés mais ceux-ci figurent bien dans le rapport du Giec. Même installé en annexe, il est bien là et contient de nombreux chiffres, y compris des préconisations sur les valeurs à atteindre pour les émissions de gaz à effet de serre (GES). Selon les experts du Giec, pour limiter l’augmentation de température moyenne du globe à 2 °C en 2100 (par rapport à l’année de référence 1990), l’humanité devra réduire sa production de GES de 50 à 85 % d’ici à 2050. L’Union européenne s’est déjà engagée à réduire ses émissions de 20 % d’ici à 2020.   

L’accord de Bali ne changera pas la face du monde mais lance deux années de négociations. La plupart des nations de la planète, riches ou pauvres, réticentes ou non à des actions concrètes, sont désormais contraintes de discuter de ce sujet autour de la même table…   

http://www.liberation.fr/actualite/economie_terre/298200.FR.php   

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 Encontro de Bali lança negociações históricas sobre o clima

 - Cerca de 200 nações entraram em acordo, no sábado, durante as conversações lideradas pela ONU em Bali para lançar uma rodada de negociações sobre um novo pacto para combater o aquecimento global, após uma concessão dos Estados Unidos permitir um avanço histórico.   

 

 Washington afirmou que o acordo marca um novo capítulo na diplomacia relacionada ao clima após seis anos de disputas com grandes aliados desde que o presidente George W. Bush se recusou a participar do protocolo de Kyoto em 2001, o principal tratado existente para combater o aquecimento. 

"Este é um momento decisivo para mim e para o meu mandato como secretário-geral", disse Ban Ki-moon, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, após retornar a Bali para implorar aos delegados para que superassem as diferenças, no primeiro dia de prolongamento do prazo das negociações.   

Ban estava em uma visita a Timor Leste. "Estou profundamente grato a muitos países-membros pela flexibilidade e pelas concessões", disse Ban à Reuters.   

O encontro de Bali aprovou um "mapa" para dois anos de negociações para a adoção de um novo tratado que substitua o de Kyoto, a partir de 2012, abrangendo nações como os Estados Unidos e países em desenvolvimento como China e Índia. Sob o acordo, o tratado que sucederá Kyoto será definido em Copenhagem no fim de 2009.   

O acordo, após duas semanas de negociações, ocorreu após os Estados Unidos dramaticamente retirarem a oposição a uma proposta dos países do G7 -o grupo dos sete países mais industrializados do mundo- para que as nações ricas façam mais para ajudar os países em desenvolvimento na luta contra o aumento da emissão de gases de efeito estufa.  

O ministro do Meio Ambiente da Indonésia, Rachmatg Witoelar, bateu o martelo do acordo sob aplausos de delegados, desgastados após negociações intensas e numerosas disputas nos últimos 15 dias.   

"Eu acho encorajador. Esse é um sinal real de disposição para um acordo", disse Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção do Clima da ONU.   

ACOMODAÇÕES   

A União Européia ficou satisfeita com o acordo.   

"Era exatamente o que queríamos", disse Humberto Rosa, chefe da delegação da União Européia. "Nós teremos agora dois anos tremendamente exigentes, começando em janeiro."   

Um pacto em 2009 dará tempos aos governos para ratificar o acordo e dar certeza aos mercados e investidores interessados em adotar tecnologias de energia limpa, como turbinas de vento e painéis solares.   

O tratado de Kyoto obriga a todos os países industrializados, exceto os Estados Unidos, a cortar emissões de gases de efeito estufa entre 2008 e 2012. Nações em desenvolvimento são dispensadas. As novas negociações vão procurar integrar todos os países no controle das emissões a partir de 2013.   

"Não há dúvidas de que abrimos uma nova página e estamos avançando", disse James Connaughton, chairman do Conselho de Qualidade Ambiental da Casa Branca, em Bali.  

Os Estados Unidos são o maior emissor de gases de efeito estufa, à frente da China, Rússia e Índia.   

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2007/12/15/327621588.asp  

 


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